POR TIAGO MENEZES

Delegados, agentes e escrivães da Força Nacional vão atuar junto com a Polícia Civil do Rio Grande do Norte nas investigações sobre sete mortes ocorridas em julho deste em Ielmo Marinho. Uma chacina aconteceu no distrito de Canto de Moça, no dia 17, quando quatro pessoas foram assassinadas. Quatro dias depois, dois adolescentes e um jovem de 21 anos foram mortos na comunidade Umari.

De acordo com a portaria 396/2017 da Delegacia Geral de Polícia Civil, os agentes da Força Nacional vão atuar na conclusão dos dois inquéritos que apuram esses homicídios. “As autoridades policiais componentes da Força Nacional de Segurança Pública poderão requisitar diretamente as diligências policiais, intimações, notificações e laudos técnicos, visando à instrução procedimental dos Inquéritos Policiais que estiverem atuando em auxílio”, informa a portaria assinada pelo delegado geral, Correia Júnior.

Os inquéritos estão atualmente na Delegacia de Ielmo Marinho, que deverá prestar todo auxílio, segundo a portaria. Ao final, o trabalho conjunto deverá contar com a elucidação das causas, circunstâncias, motivos, autoria e materialidade dos crimes. Um relatório deverá ser elaborado e entregue às autoridades policiais locais.

Os casos

No primeiro caso, no dia 17, as quatro vítimas estavam em duas casas que foram cercadas por homens encapuzados. As residências ficam perto da Escola Municipal Professora Maria Ivone Moreira, em Canto de Moça. Alguns ainda tentaram fugir correndo, mas foram alcançados e baleados. Os criminosos usaram uma espingarda calibre 12. Os disparos foram feitos na cabeça e rosto das vítimas.

O segundo caso aconteceu no dia 21 e havia dois irmãos entre as vítimas. Eles foram identificadas como Bernardo e Breno Torres da Silva, de 15 e 17 anos, respectivamente. A outra vítima era Breno Gustavo dos Santos, de 21. Ainda de acordo com a PM, os disparos foram ouvidos por volta das 2h50. Testemunhas disseram ter visto três homens fugindo em um carro branco.

*Fonte: G1

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