POR TIAGO MENEZES

Temendo a infiltração do crime organizado na política, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acionou órgãos de investigação do Governo Federal. Há preocupação com eleições em todo o país, mas a base do relatório enviado para a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e para a Polícia Federal foi o pleito de 2016.

O relatório mostra a influência de facções criminosas e milícias em 19 zonas eleitorais de sete cidades do Rio de Janeiro, incluindo a capital. O crime, porém, já esticou seus tentáculos em outros estados como São Paulo, Amazonas e Maranhão, segundo o jornal O Globo.

O documento lista todos os candidatos eleitos nessas áreas, locais onde a realização das eleições só ocorre mediante reforço de policiamento e regiões com histórico de conflitos entre criminosos e forças de segurança. Essas regiões concentram 9% do eleitorado do Rio de Janeiro, cerca de 1,1 milhão de pessoas.

Em 2008, uma CPI da Assembleia Legislativa (Alerj) revelou a atuação das milícias na eleição de parlamentares. A investigação levou à perda de mandatos e prisão do ex-deputado estadual Natalino Guimarães e seus sobrinhos e ex-vereadores Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho, e Carminha Jerominho. Eles foram acusados pela CPI de integrarem o grupo que ficou conhecido como Liga da Justiça, grupo de milícias da Zona Oeste da cidade.

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